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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Resumo: Comparação entre engorda a pasto e confinamento

A estacionalidade de produção de plantas forrageiras em clima tropical, gera uma dificuldade na produção de carne em sistema a pasto, pois ocasiona em ingestão inadequada de nutrientes, prejudica o desempenho animal e eleva o tempo de abate para 4-5 anos, cerca de 50% a mais em relação aos animais abatidos em confinamento.
O uso de suplementação com concentrados energético-protéico permite ao produtor reduzir o tempo de abate para 28 meses, reduzindo o tempo de engorda, elevando a lucratividade e produtividade, proporcionando maior uniformidade das carcaças, maior giro capital e obtenção de uma carne de maior qualidade e maciez. Pode-se ainda reduzir esse tempo de abate para cerca de 24 meses, no qual é realizado o confinamento dos animais com 355 kg de PV (20 meses). 
A utilização da suplementação na primeira e segunda seca do animal também apresentou redução no tempo de abate, mostrando-se uma estratégia atraente economicamente. Ambas as estratégias permitem incremento com relação aos animais exclusivamente a pasto.
Como constatado no texto a utilização de suplementação apenas na primeira seca tem seu efeito praticamente perdido, sendo uma alternativa inviável. Sendo assim, no caso de se optar pela suplementação em apenas um período seco da vida do animal, deve ser feito na segunda seca para obtenção de melhores resultados.

Como o objetivo atualmente é a produção de carne de qualidade e a baixo preço, com menor idade de abate, a adoção de práticas que utilizem a suplementação alimentar apresenta uma alternativa viável produtivamente e economicamente para o setor produtor de carne.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Momento ideal para reprodução de bovinos

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO TRIÂNGULO MINEIRO – Campus Uberlândia
ENGENHARIA AGRONÔMICA




Momento ideal para reprodução de bovinos





Alexandre Moreira Cruvinel
Danilo Leal Soares
Larissa Silva de Oliveira
Nauany Silva Leão
Pedro Freiria
Rhayane De Andrade Pereira








UBERLÂNDIA, MG
2017






Para que a eficiências reprodutiva de um rebanho seja alcançada com sucesso, é de extrema importância saber a hora correta de reprodução da fêmea.
No caso de novilhas, geralmente é melhor esperar que ela atinja ao menos 15 meses de idade, levando em consideração que a mesma deve ter ao menos de 60 a 65% do peso médio de uma vaca madura, antes da reprodução, porque ela precisa ter um tamanho suficiente para manter o bezerro no ventre.
Já no caso de vacas, o momento ideal para a reprodução é de 45 a 60 dias após o parto. Esse intervalo é necessário para o útero voltar ao tamanho normal e também para que o corpo lúteo volte ao seu estado normal para produzir novos óvulos.
A fêmea bovina pode se reproduzir de forma natural ou com inseminação artificial. De forma natural, a taxa de prenhez pode ser mais desuniforme, por isso o indicado é a utilização da inseminação artificial. Para que a inseminação seja uma prática de sucesso, é necessário que seja adotado ao menos cinco táticas de manejo:
1-      Inseminar as vacas rapidamente após o período voluntario de espera;
2-      Inseminar as vacas/novilhas no momento correto com relação ao estro e ovulação;
3-      Melhorar a eficiência da inseminação artificial;
4-      Identificar vascas/novilhas não prenhes po quanto antes;
5-      Re-inseminar as vacas não prenhes.
É importante destacar que um manejo e nutrição adequados garantem que todo esse cronograma tenha possibilidade de ser seguido. Vacas ou novilhas mal nutridas tendem a desregular todo o seu ciclo. 

domingo, 4 de junho de 2017

Creep grazing Apresentaçao Slides

Vacinação Contra Febre Aftosa

1- Por que devemos vacinar contra febre aftosa?

A vacinação tem papel fundamental na prevenção e erradicação da febre aftosa, que é uma doença infecciosa aguda causada por vírus, que causa febre com o aparecimento de vesículas (aftas), principalmente na boca e cascos dos bovinos. A febre aftosa pode acarretar em elevada perda de peso e queda na produção, podendo ser transmitida por qualquer objeto infectado e pessoas que  entrarem em contato com os animais doentes.

2- Qual o local correto para aplicar a vacina?

Deve-se realizar aplicação da vacina na tábua do pescoço, podendo ser pela via subcutânea ou intramuscular, sempre evitando aplicar no posterior (“traseiro”) do animal que é região de carne nobre. Para aplicação subcutânea, posicione a seringa na posição paralela ao pescoço do animal, puxe o couro, introduza a agulha e aplique a vacina. Para vacina intramuscular, mantenha a seringa na posição perpendicular ao pescoço do animal, introduza a agulha e injete a vacina

3- Por que não posso aplicar duas vacinas diferentes no mesmo local simultaneamente mas posso aplicar duas vacinas distintas em locais distintos no mesmo dia?

Pois pode ocorrer uma reação de incompatibilidade entre os componentes das duas vacinas, podendo ocasionar em uma ineficiência das mesmas.

4- Por que não devemos aplicar vacinas no posterior do animal?

Pois é uma região onde se encontra a carne nobre, de maior valor comercial, podendo haver o aparecimento de abcessos no local, desvalorizando o produto.

5- Qual a melhor forma de contenção dos animais para aplicação da vacina e por quê?

A melhor forma de contenção dos animais para obter eficiência no processo de vacinação contra a febre aftosa, é  que a  condução dos animais até o curral seja realizada  com calma, sem correria e barulho excessivo, devendo-se evitar o uso de ferrão e bastão elétrico.
O ideal é que os piquetes contenham água, sombra e cocho, onde deve ser oferecida pequena quantidade de ração para condicionar os animais a virem ao curral (IMA, 2016).

Referências

IMA, E. (s.d.). Vacinação Contra Febre Aftosa. Acesso em 04 de Junho de 2017, disponível em 
http://www.ima.mg.gov.br/material-curso-cfo-cfoc/doc_details/1346-boas-praticas-de-vacinacao

http://www.adapar.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=124


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Principais Doenças em Bezerros Lactantes

Pneumonia
Enfermidade: A Pneumonia é caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, manifestando-se por um aumento na frequência respiratória, tosse e sons respiratórios anormais na auscultação (AGROLINE, 2015).
Causa: As pneumonias podem ser divididas em infecciosas primárias e pneumonias por metástases. As pneumonias primárias podem ser causadas por vírus ou bactérias dos gêneros Pastetirelia e Klebisielia. Já as pneumonias por metástases ocorrem quando os bezerros apresentam uma ou mais lesões primárias em determinado local do organismo, como diarreia, onfaloflebite e outros (AGROLINE, 2015).
Prevenção: Fornecer uma alimentação adequada, higiene, evitar estabulação comum com grande número de animais, evitar instalações mal ventiladas e úmidas. Sendo que os animais doentes devem ser isolados dos demais para evitar transmissão (AGROLINE, 2015).
Tratamento: Normalmente o produtor utiliza o que há disponível na propriedade, porém não é recomendável utilizar produtos à base de Tetraciclina e Dexametasona, pois causam inibição do desenvolvimento das células metafásicas, prejudicando o crescimento do animal.

Colibacilose
Enfermidade: Podendo ocorrer na primeira semana de vida, a doença provoca complicada inflamação dos tecidos intestinais, juntamente com diarreia, e na forma mais grave, toxinas e bactérias atacam a corrente circulatória, aumentando a taxa de mortalidade.
Causa: Bactéria Escherichia coli 
Prevenção: Isolamento de doentes, para evitar a contaminação de bezerros sadios; ingestão de colostro para que o sistema imunológico seja ativado antes que as bactérias cheguem no intestino; vacinação das vacas. 
Tratamento: Melhoria nas condições sanitárias do rebanho; vacinação; tratamento com soro feito com glucose de milho. 

Salmonelose 
Enfermidade: Em geral, essa diarreia está associada à pneumonia, seja pela quebra da resistência orgânica ou pela disseminação da bactéria pelo organismo do animal, atingindo os pulmões. É uma enfermidade caracterizada por febre, desidratação e fraqueza, infecção generalizada em bezerros recém-nascidos, depressão profunda, diarreia aquosa com tonalidade marrom e presença de fragmentos de mucosa, fibrina, estrias de sangue; produção de enterotoxina que causa o aumento das secreções de sódio, cloro e água para o espaço interno do intestino. O desenvolvimento das lesões entéricas compreende duas fases, a colonização e invasão das bactérias no intestino e a excreção de líquidos e eletrólitos. Dentro do rebanho, os principais agentes transmissores da doença são os próprios bovinos. O portador da salmonelose pode ser caracterizado pela ausência ou não de evidências clínicas. De modo geral, podem ser classificados como: ativo - caracterizado por animais clinicamente doentes; passivo - são animais que se curam, mas continuam transmitindo a doença pelas fezes por até 10 semanas; e latente - que apresentam a bactéria no organismo, porém sem sintomas e sem contaminar o ambiente. As principais formas de disseminação da salmonelose são por via oral e fecal (OLIVEIRA; 2006).
Causa: Segundo Barros (2001) a salmonelose é um tipo de diarreia causada pela bactéria Salmonella, também conhecida como “paratifo dos Bezerros“; é mais frequente em animais abaixo de doze semanas de idade (CHARLES,1992).
Prevenção: manejo adequado dos animais, evitando a superlotação em confinamentos, estresse e contaminações, deixar os bezerros doentes em quarentena isolado do rebanho (CHARLES,1992).
Tratamento: fornecer colostro aos bezerros até 8 horas após o parto, para a transmissão dos anticorpos da mãe ao filhote (CHARLES,1992).

Onfaloflebite 
Enfermidade: É a inflamação do cordão umbilical. O principal sintoma caracteriza-se por um aumento de volume no umbigo. Pode provocar hepatite, devido à ligação que existe entre o sistema e o umbigo do recém-nascido. Por metástase pode causar pneumonia e favorecer o aparecimento de miíase - bicheira (AGROLINE, 2015).
Causas: Contaminação com o ambiente quando o bezerro nasce.
Prevenção: Assistência ao parto, como por exemplo, não deixar que ocorra em local sujo e inapropriado, primando sempre pela assepsia e higienização do local, para que o umbigo não se contamine (AGROLINE, 2015).
Tratamento: Deve ser realizado limpeza do local infectado com solução antisséptica, com produtos como Terracam e Aerocid. Deve ser aplicado também antibiótico, como o Terracam Plus Injetável (AGROLINE, 2015). 

Tristeza Bovina
Enfermidade: A tristeza bovina engloba duas enfermidades causadas por agentes diferentes, porém com sinais clínicos e epidemiologia semelhantes: babesiose e anaplasmose(AGROLINE, 2015).
Esses parasitas vivem e se reproduzem dentro das células vermelhas do sangue (hemácias) e destroem as mesmas a cada ciclo de multiplicação, causando anemia intensa nos animais afetados (SALVADOR, 2013).Os sinais clínicos na anaplasmose e na babesiose por Babesia bigemina são apatia, anorexia, emagrecimento, pelos arrepiados, coração acelerado, respiração acelerada (batedeira), ausência de ruminação, quebra de leite (se for vaca), anemia (mucosa branca do olho, da boca, da vulva, mais frequente na babesiose), icterícia (amarelado, mais frequente na anaplasmose). A infecção por Babesia bovis pode causar também um quadro conhecido como babesiose cerebral ou nervosa, devido ao entupimento dos capilares cerebrais (SALVADOR, 2013).
Causa: A babesiose bovina é causada pelos protozoários Babesia bovis e Babesia bigemina e a anaplasmose pela rickéttsia Anaplasma marginale.  Os agentes da TPB são transmitidos principalmente pelo carrapato do bovino (Ripicephalus microplus). O Anaplasma marginale pode, ainda, ser transmitido mecanicamente por insetos hematófagos, como mutucas, moscas e mosquitos, ou por instrumentos (faca, agulha) durante a castração ou vacinação (SALVADOR, 2013).
Prevenção: A quimioprofilaxia é uma forma de prevenir a doença, sendo uma prática na qual se utiliza um medicamento habitualmente empregado para o tratamento da tristeza parasitária. O medicamento que for eleito deve ter sua atividade conhecida e específica contra o agente que se deseja controlar (Anaplasma, Babesia ou ambos). O objetivo desta prática é evitar o surgimento de níveis elevados de parasitemia, mantendo o agente em níveis subclínicos (SALVADOR, 2013). Outra forma de prevenção é a não exposição do animal à áreas infestadas pelo carrapato.

Tratamento: É realizado com drogas de efeito babesicida (derivados de diamidina), anaplasmicida (tetraciclinas), ou de ação dupla (associação de diamidina com tetraciclina ou imidocarb) (SALVADOR, 2013).Segundo Farias (1995) citado por Salvador (2013) o sucesso do tratamento dependerá da realização de um diagnóstico precoce, eliminar o agente, dar condições ao fígado de reação e manter o animal sob condições favoráveis, com mínimo de movimentação, sombra, água e alimentos de boa qualidade à disposição. Segundo Agroline (2015) a utilização do Izoot B12, um hemoparasiticida, pode-se fazer um tratamento preventivo e curativo da babesiose, anaplasmose e das infecções mistas.


Referências

BARROS, C. S. L.. Salmonelose. In: Franklin Riet-Correa; Ana Lucia Schild; Maria del Carmen Méndez; Ricardo Antonio Amaral de Lemos. (Org.). Doenças de ruminantes e eqüinos. 2ed.São Paulo: Varela, 2001, v. 1, p. 335-345.
CHARLES, T. P. (Org.) ; FURLONG, J. (Org.) . Diarreia dos bezerros (Publicação não seriada).. 1. ed. JUIZ DE FORA: EMBRAPA GADO DE LEITE, 1992. v. 1. 107p .
CONHEÇA as principais doenças dos bezerros e quais precauções tomar. 2015. Disponível em: <http://blog.agroline.com.br/conheca-principais-doencas-dos-bezerros-agroline/>. Acesso em: 03 abr. 2017.
EQUIPE BEEFPOINT. Diarréias bacterianas e virais em bezerros. 2008. Disponível em: <http://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/sanidade/diarreias-bacterianas-e-virais-em-bezerros-43779/>. Acesso em: 03 abr. 2017.
OLIVEIRA FILHO, J. P. de. Diarréia em bezerros da raça Nelore criados extensivamente: estudo clínico e etiológico. 2006. 109 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, 2006. Disponível em: < http://repositorio.unesp.br/handle/11449/89262 >.

SALVADOR, Sandro César. Tristeza Parasitária Bovina (TPB). 2013. Disponível em: <http://www.vallee.com.br/novidades/tristeza-parasitaria-bovina-tpb>. Acesso em: 03 abr. 2017.



Grupo Inovanutri 

Nauany Silva Leão
Rhayane de Andrade Pereira
Larissa Silva de Oliveira
Alexandre Moreira Cruvinel
Pedro Freiria
Danilo Leal Soares

domingo, 2 de abril de 2017

Produção de Fotos



Produção de fotos


Mister Milho Safra 2017!

 Quando aquela vaca que você não gosta chega no pasto!

Tarde sofrida com as amigas, só sombra e água fresca!

Ei humano! Aproveita e faz um cafuné. 

Degustação de milho.  Quebrando a dieta!

Aquele momento em que o pêlo de uma vaca é mais bonito que seu cabelo! 





Grupo Inovanutri 

Nauany Silva Leão
Rhayane de Andrade Pereira
Larissa Silva de Oliveira
Alexandre Moreira Cruvinel
Pedro Freiria
Danilo Leal Soares


sexta-feira, 24 de março de 2017

Visita Técnica à Fazenda Colorado, Araras - São Paulo

Visita Técnica à Fazenda Colorado, Araras - São Paulo


A Fazenda Colorado é responsável pela produção do leite tipo "A" Xandô, comercializado nas versões integral, magro, light e zero lactose.

Leite Tipo A Xando, nas versões integral, magro, light e zero lactose.

Localizada em Araras, estado de São Paulo, a Fazenda Colorado conta com um seleto rebanho de 1.750 vacas da raça holandesa em lactação, puras de origem, que chegam a produzir até 65 mil litros de leite por dia. Os animais são acompanhados por veterinários e técnicos especializados, que dão todo suporte e atenção necessária para manter o bem-estar e saúde dos animais, para que sejam acima de tudo, saudáveis.

A visita foi realizada no dia 14/03/2017 pelos alunos da 4ª turma de Engenharia agronômica do Instituto Federal do Triângulo Mineiro. Ao chegarmos à propriedade, tivemos uma apresentação estrutural e produtiva da fazenda, com informações desde a fundação da fazenda até destinação dos produtos comercializados pela Colorado.

O objetivo da visita à fazenda foi proporcionar aos alunos uma visão prática da cadeia produtiva do leite tipo A, e como é realizada a manutenção de um sistema de produção intensivo de uma propriedade que é referência na área.

A fazenda conta com uma estrutura de alta tecnologia e profissionais altamente qualificados, que juntos mantém a fazenda no ranking como a maior produtora de leite do Brasil pelo terceiro ano consecutivo. Como referência na produção de leite tipo A, a Fazenda Colorado fez um investimento de 45 milhões de reais para elevar o nível tecnológico de seu sistema produtivo, garantindo assim alta produtividade e bem estar animal.

Na propriedade a ordenha é realizada de forma mecânica com a utilização de um carrossel com 72 postos. São realizadas três ordenhas por dia, em cerca de 300 vacas/hora, obtendo uma produção média de 37,5 Kg/vaca/dia. No momento da ordenha é realizada a detecção de mastite nos animais, caso de positivo, observa-se a aparência física do animal e coleta-se o leite do mesmo, em seguida  é feita a higienização da teteira, posteriormente o animal é separado junto aos animais com mastite.

Carrossel de ordenha de 72 postos.

O lote de vacas que é ordenhado no carrossel, após finalização do processo, é levado para descansar e se alimentar. O galpão onde são levados os animais após a ordenha é composto por um sistema de Cross Ventilation (Sistema de ventilação cruzada), que comporta 200 animais com acompanhamento 24 horas por dia. O sistema de ventilação cruzada baseia-se no controle no direcionamento e refrigeração do ar, refrescando as vacas e induzindo-as a passar o maior período possível deitadas em suas camas. Para isso utiliza-se de placas com células evaporativas, ventiladores e exaustores, e barreiras de vento, que garantem a movimentação contínua e direcionada do ar (MILKPOINT, 2011).


Além do sistema Cross ventilation, a fazenda também possui o sistema Free stall que é composto por baias individuais, nas quais os animais entram e saem espontaneamente para repousarem sobre um piso também coberto por cama. O tipo free stall , hoje predominante, apresenta vantagens como a redução da área coberta, menor área de repouso necessária (2,80 m² por cabeça), quando comparada com a de repouso coletivo (5,75 m² por cabeça), c) reduz em 75% a quantidade de cama necessária, e as vacas permanecem mais limpas (CUNHA, 2011 ).

Galpão de descanso e alimentação com sistema Cross Ventilation e Free stall.
Os bezerros da propriedade ficam em um sistema chamado gaiola suspensa até o momento da desmama, cerca de 70 dias após o nascimento. A partir do 3º-21º dia de vida os bezerros recebem leite com antibióticos, a partir de 80 dias recebem feno e ração, e após 100 dias começam a receber a dieta normal. Em relação a taxa de natimortos, de acordo com dados do ano de 2016, foi de 4,8% do total de nascimentos de bezerros na propriedade. 
Bezerros em gaiolas suspensas.

Apesar do alto nível tecnológico, a propriedade apresenta um fator limitante, a água. A fazenda possui seis poços artesianos para ajudar a suprir a necessidade de água da propriedade que gira em torno de 1 000 000 de litros de água por dia.
Em relação aos custos de produção, o custo por litro de leite na propriedade custa cerca de R$1,30 reais, e o preço de venda gira em torno de R$1,90 reais e é repassado para a distribuidora à R$ 2,90 reais.


Referências


CUNHA, Gilberto Borba da. Análise agroeconômica de dois sistemas de produção de leite no município de Taquara/RS. 2011.

 Fazenda Colorado investe R$ 42 milhões e "fecha" rebanho. 2011. Disponível em: <https://www.milkpoint.com.br/cadeia-do-leite/giro-lacteo/fazenda-colorado-investe-r-42-milhoes-e-fecha-rebanho-72827n.aspx>. Acesso em: 24 mar. 2017.


Grupo Inovanutri 

Nauany Silva Leão
Rhayane de Andrade Pereira
Larissa Silva de Oliveira
Alexandre Moreira Cruvinel
Pedro Freiria
Danilo Leal Soares

quinta-feira, 16 de março de 2017


  Sistema extensivo e intensivo na criação de gado de leite e  gado de corte.


           De acordo com o autor  Cezar et al. (2005), fatores como a dimensão continental brasileira, a existência de inúmeros ecossistemas e biomas distintos, o clima tropical, assim como a diversidade socioeconômica das regiões e a realidade cada vez mais promissora dos produtores rurais, propiciam a exploração da pecuária tanto do gado de corte quanto do gado de leite  em diferentes tipos de sistemas de criação,  classificados conforme os regimes alimentares  que são:extensivo; semi-Extensivo ; intensivo e Semi-intensivo.

-Sistema Extensivo

       Em um sistema de produção extensivo, os animais são criados em regime de pastagens durante todo seu ciclo de vida, sendo necessário dispor de 0,5 a 1,0 hectare de pastagem por animal, por ano. Nesse sistema adota-se instalações simples e indispensáveis como curral de manobra, cercas para pastos, cochos e bebedouros, se adaptando melhor a produção de gado de corte (BERTI et al., 2013).

                                             Figura 1 – Modelo de  sistema Extensivo

                                        
                                             Fonte:geografiatematica.blogspot.com.br

Sistema Semi-Extensivo

        Sistema de criação de gado à solta com alguns cuidados em relação à seleção e ao  aprimoramento do rebanho. Não há um padrão de atuação para o modelo de pecuária semi-extensiva e na prática é um mescla da pecuária extensiva com a pecuária intensiva em alguma proporção (PROCREARE 2016).

Sistema Intensivo

         O sistema intensivo consiste em encerrar os animais em áreas apropriadas e submetê-los durante determinado período a um plano alimentar capaz de proporcionar engorda econômica (GUIMARÃES,2005). Esse tipo de sistema de confinamento tem como principal característica a formação de lotes de animais em currais de engorda com área restrita. É considerado um sistema de alto custo de produção e adota procedimentos de alta tecnologia, sendo destinado à produção de gado 
de leite (PROCREARE 2016).



                                 Figura 2 – Modelo de  sistema intensivo
                                Fonte:Acervo da pesquisa exploratória.




Sistema Semi-Intensivo

        Nesse sistema os animais são engordados a pasto e recebem uma suplementação especialmente durante o período da seca. Esse sistema é atrativo principalmente pela simplicidade, isto é, requer investimentos apenas na compra de cochos e concentrados, que é fornecido na proporção de 1% do peso vivo dos animais, na própria pastagem. Há também a ocorrência de melhor distribuição (redução dos efeitos da sazonalidade) da produção de carne em relação aos sistemas unicamente em pastagens (GUIMARÃES, 2005).


Grupo Inovanutri 
Nauany Silva Leão
Rhayane de Andrade Pereira
Larissa Silva de Oliveira
Alexandre Moreira Cruvinel
Pedro Freiria
Danilo Leal Soares


 REFERÊNCIAS:

BERTI, Jessica et al. Análise de custo diferentes regimes alimentares de bovinos da raça Herefod terminados em sistema de confinamento e semi-confinamento. 2013.

CEZAR, I. M; QUEIROZ, H. P.; THIAGO, L. R.L. S.; CASSALES, F. L. G.; COSTA, F. P. Sistemas de produção de gado de corte no Brasil: uma descrição com ênfase no regime alimentar e no abate. Campo Grande: EMBRAPA, 2005 (Documentos, nº 151).

FOLZ, M. Pecuária de corte no Brasil: atualidades e futuro. Boviplan Consultoria Agropecuária: curso Boviplan de intensificação da pecuária de corte no Brasil. Piracicaba: Boviplan, 2002.

GUIMARÃES, Maria Clara de Carvalho et al. Metodologia para análise de projeto de sistemas intensivos de terminação de bovinos de corte. 2005.

PROCREARE, Pecuária extensiva e intensiva: As principais diferenças entre pecuária extensiva e intensiva está na área de ocupação e na tecnologia que é aplicada. 2016. Disponível em: <http://procreare.com.br/pecuaria-extensiva-e-intensiva/>. Acesso em: 20 mar. 2017.




       

segunda-feira, 6 de março de 2017

Setores de Produção de Ruminantes do IFTM-INOVANUTRI

Conhecendo os setores de produção de ruminantes do IFTM


Setor de bovinocultura de corte


Imagem 1. Grupo Inovanutri no setor de bovinocultura de corte.
Impacto social: O setor de bovinocultura de corte faz parte de um projeto de pesquisa, que envolve alunos e professores, servindo como área de aprendizado e realização de aulas práticas.

Genética: Não foi possível realizar inferições sobre as raças dos animais, pois não havia nenhum no setor. Nesse setor será realizado o melhoramento genético de bovinos de corte.

Ambiente de produção: O ambiente se encontra em processo de instalação. 

Logística para escoamento da produção: Os animais serão fonte de estudo. Ainda não foram passadas mais informações sobre escoamento da produção. 

Destinação de dejetos: Não há destinação de dejetos nesse setor.

Mão-de-obra capacitada (gerenciamento): Professores, alunos e servidores da instituição.

Sustentabilidade e disponibilidade de recursos hídricos: Não obtivemos informações sobre a disponibilidade hídrica. Não foi observado práticas sustentáveis, uma vez que o setor ainda está em instalação.

Fonte de alimentação: A fonte de alimentação foi preparada através da silagem de milho safra, que se encontra armazenada em silo superficial, como mostra a imagem 2. A fonte de alimentação e armazenamento se apresentam adequadas.



Imagem 2. Silo superficial.


 Setor de ovinocultura

Imagem 3. Grupo Inovanutri no setor de ovinocultura.

Impacto social: Geração de empregos e local de aprendizagem prática para os alunos.

Genética: Os animais aparentemente são mestiços, apresentando fenótipos distintos.

Ambiente de produção: Se encontra aparentemente abandonado, sem condições de bem estar animal e ausência de limpeza. O ambiente se encontra infestado de plantas daninhas sem pastagem para alimentação dos animais. O local apresenta condições precárias.

Imagem 4. Ambiente de produção com ausência de pastagem e infestação de plantas daninhas.

Imagem 5. Setor com falta de higienização e limpeza.

Imagem 6. Instalação quebrada e sem manutenção.

Imagem 7. Local onde estavam os animais soltos. Solo nu, sem pastagem.

Logística para escoamento da produção: Os animais são criados com a finalidade de estudo para aprendizagem dos estudantes e desenvolvimento prático de aulas e atividades.

Destinação de dejetos: Não há destinação de dejetos. Os dejetos ficam no local de pastejo, não foram observadas nenhuma prática de retirada dos dejetos do local.

Mão-de-obra capacitada (gerenciamento): Funcionários da instituição.

Sustentabilidade e disponibilidade de recursos hídricos: A água é armazenada em caixa 'água como mostra a imagem abaixo, a caixa apresenta vazamentos e não tem sido realizadas manutenções e limpeza da mesma. O setor não apresenta nenhum tipo de prática sustentável.

Imagem 8. Caixa d'água com vazamentos.

Fonte de alimentação: Não há pastagem no local para alimentação dos ovinos. Nos cochos havia um resquício de farelo de milho como fonte de alimento e juntamente foram encontradas fezes. 


Imagem 9. Fonte de alimentação precária, com presença de fezes.

Setor de bovinocultura de leite


Imagem 10. Grupo Inovanutri no setor de bovinocultura de leite.

Impacto social: O setor proporciona o desenvolvimento de aulas práticas de várias disciplinas relacionadas com a bovinocultura de leite. Também há a presença de salas de aula.

Genética: Os animais possivelmente são da raça Girolando.

Imagem 11. Animais do setor em pastejo.

Ambiente de produção:  Há uma ordenhadeira mecânica, tanque para refrigeração de leite, silos e currais limpos. O ambiente se apresenta em condições adequadas, limpo e em boas condições de higienização.

Imagem 12. Curral em condições de limpeza e higiene adequadas.

Imagem 13. Ambiente de produção limpo e organizado.


Imagem 14. Ordenhadeira mecânica em bom estado de uso.
Imagem 15. Tanque de refrigeração em ótimas condições. O equipamento se encontrava limpo e bem higienizado.

Logística para escoamento da produção: A produção de leite é destinada para consumo no refeitório da instituição.

Destinação de dejetos: Os dejetos não são tratados, sendo coletados convenientemente por outro setor quando demandam de material para compostagem.

Mão-de-obra capacitada (gerenciamento): Há um médico veterinário responsável pelo setor e funcionários do instituto que realizam a limpeza e manutenção do local.

Sustentabilidade e disponibilidade de recursos hídricos: A água disponível se apresentava com alta quantidade de musgo por ausência de limpeza do tanque. A temperatura estava adequada para consumo. 

Imagem 16. Tanque de água com presença de musgo.

Fonte de alimentação: Presença de pastagem em altura adequada, ração e silos. Os animais estavam em pastejo e os cochos estavam em processo de limpeza. A pastagem estava em tamanho adequado para pastejo dos animais, que aparentemente estavam bem nutridos.
Imagem 17. Silos para armazenamento.
  

                                                       
Grupo Inovanutri 
Nauanny Silva Leão
Rhayane de Andrade Pereira
Larissa Silva de Oliveira
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