O compost barn (estábulo com material de compostagem) é um
sistema de alojamento desenvolvido nos EUA na década de 80 e com crescente número
no Brasil. Este sistema consiste de um galpão ventilado e internamente aberto
(sem repartições) com área de descanso comum para o rebanho. O bom funcionamento
do compost barn depende do revolvimento e da fermentação aeróbia da matéria orgânica
pelas bactérias presentes na cama, juntamente com a ventilação constante
proporcionando condições para infiltração de ar e manutenção dos níveis adequados
de umidade, garantindo na rápida degradação da matéria orgânica, superfície seca
e confortável. Outro sistema de alojamento muito utilizado em rebanhos
leiteiros é o free stall, no qual cada
vaca possui uma cama separada por repartições metálicas ou de madeira. Diversos
tipos de materiais orgânicos podem ser utilizados como cama nesse sistema,
porém a areia é considerada como “padrão ouro”, pois esta apresenta diversas características
que a tornam um dos materiais mais recomendados, sendo confortável, limitando o
crescimento bacteriano, promovendo maior aderência dos animais ao solo evitando
escorregões. A areia se desloca como o movimento do animal no momento em que
ele deita, se levanta e caminha pela cama reduzindo a fricção nos jarretes e
joelho aumentando a superfície de descanso dos animais. Como a areia, camas com material de compostagem no sistema
compost barn se adaptam a movimentação da vaca, proporcionando maior conforto.
Quando bem manejado o sistema (fazendo reposição periódica da compostagem,
revolvimento da cama e ventilação adequada) podemos atingir ótimos índices de
qualidade do leite, sanidade e conforto do rebanho, assim como no sistema free
stall. Entretanto, a porcentagem mais baixa de mastite e o investimento inicial
mais baixo em relação ao free stall, pode tornar o sistema compost barn mais
atrativo.
Bem vindo ao blog da disciplina de Bovinocultura do IFTM campus Uberlândia. Esse blog atuará como uma plataforma para registro de atividades avaliativas durante seus estudos nesse semestre
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Pasto ou confinamento (Texto 3)
DIFERENTES TIPOS DE PRODUÇÃO E SUAS INFLUÊNCIAS NA CARNE
O Brasil é o maior
produtor, consumidor e segundo exportador de carne, sendo a maior parte
produzida em pastagens. Nelas, os animais crescem livres, comendo pasto e/ou
ração, enquanto no confinamento a área é restrita e a alimentação em cochos,
visando acelerar a engorda. O ômega 6 e ômega 3 são conhecidos como gorduras
boas, podem reduzir a gordura ruim e aumentar o sistema imunológico. Estudos
mostraram que a razão entre ômega 3/6 difere conforme a alimentação do gado e
que é menos em animais terminados em pastos. As vitaminas A e E são
antioxidantes lipossoluvéis. As concentrações do betacaroteno (vitamina A)
aumentam em dez vezes em relação ao gado a pasto do que em confinamento. A vitamina
E, protege as células dos radicais livres. Estudos mostram que gados a pasto
possuem uma maior quantidade de vitamina E, em relação ao confinado. Na
pastagem, apresentam menor concentração de gordura e marmoreio, maior
concentração de gordura saturada e apresenta gordura amarela (mais carotenoides).
Os confinados apresentam maior concentração de gordura, marmoreio e gordura
monoinsaturada, e apresentam gordura branca (menos carotenoides). O ácido
linolêico conjugado é um ácido graxo e um dos componentes das gorduras. Traz
benefícios a saúde como: ações redutoras da carcinogênese e aterosclerose.
Gados a pasto tem de 200 a 500 % mais CLA em relação ao gado com dieta baseada
em grãos. O fator que podemos analisar para diferenciar se a produção foi a
pasto ou confinamento é a coloração da gordura. Carne a pasto é mais amarelada
e carne de confinamento mais esbranquiçada. A qualidade da carne depende do
pasto, o período de seca aumenta o tempo de terminação tornando a carne mais
dura. Por isso alguns produtores criam no pasto até 20 meses e 4 confinado.
BLOG DA CARNE. Carne bovina de boi a pasto X confinamento – Aspectos nutricionais. Disponível em: <http://blogdacarne.com/index.php/2016/09/02/carne-bovina-de-boi-a-pasto-x-confinamento-aspectos-nutricionais/>. Acessado em: 25 jun. 2017.
_______________________________________________________________________________
Equipe Safrinha
Maikon Ribeiro, Rosana Mota, Mellany Bertoli, Abimael Parreira, Roberta Rodrigues, Arthur Escobar, e Lucas Eugênio.
PASTO OU CONFINAMENTO
INSTITUTO FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO
CAMPUS UBERLÂNDIA
Jackeliny Batista Amorim
Jéssica Emily Batista da Silva
Jéssica Emily Batista da Silva
Leandro José Carvalho
Lucas Rodrigues Martins
Mateus Henrique dos Santos Diniz
Roberta Taliene Borges Brandão
Como o boi funciona: Terminação em pasto ou confinamento
A terminação é o período anterior ao abate, no qual o animal
se encontra com maior peso e maior índice de gordura, características ideais
para a comercialização.
Entre as opções que o produtor possui para alcançar a
terminação, são semi-confinamento, confinamento e pastagem.
O semi-confinamento é
estratégico, pois atinge peso e terminação mínima adequada em pouco tempo (60
dias), o que é viável ao produtor devido ao curto período em que os animais
permanecem na área, comparados aos outros métodos.
A vantagem de se utilizar o confinamento é a otimização do
sistema de produção, assim permite que as pastagens não fiquem lotadas no
período da seca, não havendo necessidade do produtor vender animais com preço
baixo. Além disso, a carne de confinamento é mais homogênea, em relação à
maciez e teor de gordura.
A pastagem é a forma mais simples de criação de gado de
corte, pois há poucos gastos com concentrados. Porém, em pastagens os animais
não armazenam tanta gordura, como no confinamento e levam mais tempo em campo
para alcançarem a fase de terminação.
O frigorífico tem preferência por animais com maior peso e
menor teor de gordura, pois o custo de processamento para dois animais com
150kg/cada e baixo teor de gordura, tem maior custo de processamento da carcaça
do que de um animal com 300kg.
Dessa forma, o método de escolha do manejo será influenciado
pela finalidade comercial da carne, definindo que os objetivos do produtor e do
frigorífico são a padronização e a qualidade final do produto.
Evolução do Rebanho
Componentes do Grupo:
Diego F. Brasileiro Fagundes
Larissa Silva de Oliveira
Maria Batista de Almeida Castelo Branco
Roberta Rodrigues Rosa
Fernando Henrique Rosa dos SantosPedro Henrique de Souza
Yago de Souza
1º ano
|
||
Novilhas Totais (% por ciclo)
|
100
|
|
1º ciclo
|
50%
|
50
|
2º ciclo
|
25%
|
25
|
3º ciclo
|
25%
|
25
|
Prenhez (80%)
|
||
1º ciclo
|
40
|
|
2 ciclo
|
20
|
|
3 ciclo
|
20
|
|
Nascimento
|
||
1º ciclo
|
36
|
|
2 ciclo
|
18
|
|
3 ciclo
|
18
|
|
Mortalidade
|
||
1º ciclo
|
1,08
|
|
2 ciclo
|
0,54
|
|
3 ciclo
|
0,54
|
|
Novilhas em
descarte
|
||
1º ciclo
|
10
|
|
2 ciclo
|
5
|
|
3 ciclo
|
5
|
|
Total
|
20
|
|
Machos vendidos
|
||
1º ciclo
|
17,46
|
|
2 ciclo
|
8,73
|
|
3 ciclo
|
8,73
|
|
Total machos
|
35
|
|
Total fêmeas (F1)
|
35
|
|
Valores recebidos
|
||
Fêmeas descarte (20) (450kg)
|
126
|
75600
|
Venda de machos 35
|
1100
|
38500
|
R$114.100,00
|
||
2º ano
|
||
Novilhas Totais (% por ciclo)
|
80
|
|
1º ciclo
|
50%
|
40
|
2º ciclo
|
25%
|
20
|
3º ciclo
|
25%
|
20
|
Prenhez (80%)
|
||
1º ciclo
|
32
|
|
2 ciclo
|
16
|
|
3 ciclo
|
16
|
|
Nascimento
|
||
1º ciclo
|
28,8
|
|
2 ciclo
|
14,4
|
|
3 ciclo
|
14,4
|
|
Mortalidade
|
||
1º ciclo
|
0,86
|
|
2 ciclo
|
0,43
|
|
3 ciclo
|
0,43
|
|
Novilhas em
descarte
|
||
1º ciclo
|
8
|
|
2 ciclo
|
4
|
|
3 ciclo
|
4
|
|
Total
|
16
|
|
Machos vendidos
|
||
1º ciclo
|
13,96
|
|
2 ciclo
|
6,98
|
|
3 ciclo
|
6,98
|
|
Total machos
|
28
|
|
Total fêmeas (F2)
|
28
|
|
Valores recebidos
|
||
Fêmeas descarte (16) (450kg)
|
126
|
60400
|
Venda de machos 28
|
1100
|
30800
|
R$91.200,00
|
||
3º ano
|
||
Novilhas Totais (% por ciclo) (vacas+F1)
|
64+35=99
|
|
1º ciclo
|
50%
|
49,5
|
2º ciclo
|
25%
|
24,75
|
3º ciclo
|
25%
|
24,75
|
Prenhez (80%)
|
||
1º ciclo
|
39,6
|
|
2 ciclo
|
19,8
|
|
3 ciclo
|
19,8
|
|
Nascimento
|
||
1º ciclo
|
35,64
|
|
2 ciclo
|
17,82
|
|
3 ciclo
|
17,82
|
|
Mortalidade
|
||
1º ciclo
|
1,06
|
|
2 ciclo
|
0,53
|
|
3 ciclo
|
0,53
|
|
Novilhas em
descarte
|
||
1º ciclo
|
9,9
|
|
2 ciclo
|
4,95
|
|
3 ciclo
|
4,95
|
|
Total
|
19,8
|
|
Machos vendidos
|
||
1º ciclo
|
17,28
|
|
2 ciclo
|
8,64
|
|
3 ciclo
|
8,64
|
|
Total machos
|
35
|
|
Total fêmeas (F3)
|
35
|
|
Valores recebidos
|
||
Fêmeas descarte (19,8) (450kg)
|
126
|
74844
|
Venda de machos 35
|
1100
|
38500
|
R$113.344,00
|
||
4º ano
|
||
Novilhas Totais (% por ciclo) (vacas+F2)
|
79+28=107
|
|
1º ciclo
|
50%
|
53,5
|
2º ciclo
|
25%
|
26,75
|
3º ciclo
|
25%
|
26,75
|
Prenhez (80%)
|
||
1º ciclo
|
42,8
|
|
2 ciclo
|
21,4
|
|
3 ciclo
|
21,4
|
|
Nascimento
|
||
1º ciclo
|
38,52
|
|
2 ciclo
|
17,12
|
|
3 ciclo
|
17,12
|
|
Mortalidade
|
||
1º ciclo
|
1,15
|
|
2 ciclo
|
0,51
|
|
3 ciclo
|
0,51
|
|
Novilhas em
descarte
|
||
1º ciclo
|
10,7
|
|
2 ciclo
|
5,35
|
|
3 ciclo
|
5,35
|
|
Total
|
21,4
|
|
Machos vendidos
|
||
1º ciclo
|
18,68
|
|
2 ciclo
|
8,3
|
|
3 ciclo
|
8,3
|
|
Total machos
|
35
|
|
Total fêmeas (F4)
|
35
|
|
Valores recebidos
|
||
Fêmeas descarte (21,4) (450kg)
|
126
|
80892
|
Venda de machos 35
|
1100
|
38500
|
R$ 119,392,00
|
||
5º ano
|
||
Novilhas Totais (% por ciclo) (vacas+F3)
|
85+35=120
|
|
1º ciclo
|
50%
|
60
|
2º ciclo
|
25%
|
30
|
3º ciclo
|
25%
|
30
|
Prenhez (80%)
|
||
1º ciclo
|
48
|
|
2 ciclo
|
24
|
|
3 ciclo
|
24
|
|
Nascimento
|
||
1º ciclo
|
43,2
|
|
2 ciclo
|
21,6
|
|
3 ciclo
|
21,6
|
|
Mortalidade
|
||
1º ciclo
|
1,29
|
|
2 ciclo
|
0,64
|
|
3 ciclo
|
0,64
|
|
Novilhas em
descarte
|
||
1º ciclo
|
12
|
|
2 ciclo
|
6
|
|
3 ciclo
|
6
|
|
Total
|
24
|
|
Machos vendidos
|
||
1º ciclo
|
20,95
|
|
2 ciclo
|
10,47
|
|
3 ciclo
|
10,47
|
|
Total machos
|
42
|
|
Total fêmeas (F4)
|
42
|
|
Valores recebidos
|
||
Fêmeas descarte (24) (450kg)
|
126
|
90720
|
Venda de machos 42
|
1100
|
46200
|
Venda de fêmeas 42
|
900
|
37800
|
R$174.720,00
|
||
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